Como mensurar se o salário do colaborador precisa de reajuste

A solução Pay Equity Explorer, da ADP, reúne informações sobre a empresa e seus colaboradores, permitindo uma análise sobre cargos, carreiras, remunerações e potenciais lacunas na organização

São Paulo, fevereiro de 2022 – Ter as ferramentas certas é essencial ao pensar na melhor estratégia de remuneração para os colaboradores. No entanto, é preciso ver onde pode haver viés potencial, monitorar e analisar as informações corretas para melhorar a equidade salarial da organização.

A vice-presidente de Recursos Humanos da ADP na América Latina, Mariane Guerra, listou algumas dicas de como isso pode ser feito. “A equidade salarial tem recebido muita atenção ultimamente, pois os empregadores já perceberam sua importância como forma de atrair e reter seus talentos”, enfatiza.

A equidade salarial é uma questão premente que foi exacerbada pela pandemia. Milhões de pessoas foram demitidas e outras ainda se viram obrigadas a abandonar o emprego, priorizando a saúde.

“O home office se apresentou como algo temporário, mas já está claro que é algo permanente para diversos setores da economia. Isso fez que outros benefícios passassem a ser secundários, colocando a questão da remuneração no centro do debate”, analisa a executiva.

Outra razão é que não havia ferramentas que permitissem reunir as informações simplesmente para que a análise inicial pudesse ser feita facilmente. Vários anos atrás, a ADP começou esse trabalho, ao lançar o Pay Equity Explorer.

“À medida que percebemos quanto essas informações eram úteis e importantes, queríamos torná-las mais personalizadas, mais direcionadas e focadas. Queríamos ajudar as pessoas não apenas a encontrar possíveis lacunas, mas também saber para onde ir em seguida e comparar opções para fechar quaisquer lacunas”, explica Mariane.

O que os empregadores devem procurar em uma ferramenta para melhorar a equidade salarial?

Segundo a executiva, embora a maioria das ferramentas disponíveis compare o pagamento com base em cargos e locais, é necessário que o gestor gaste seu tempo se concentrando nos locais que importam do ponto de vista de patrimônio, risco e conformidade. Como isso pode ser sensível, é importante poder controlar quem tem acesso para manter a análise privilegiada e confidencial.

Outra avaliação relevante que precisa ser levada em conta é o local onde a atividade é desenvolvida. “As ferramentas de análise de equidade salarial devem ser capazes de comparar o pagamento por trabalho e localização geográfica, pois alguns lugares têm um custo de vida mais alto e as pessoas devem receber mais por isso”, destaca.

Geralmente, as ferramentas existentes começam com os funcionários mais bem pagos e comparam títulos, local e tempo de trabalho. Então se pode olhar para empregos nos quais há diferenças salariais significativas por sexo ou raça para ver onde pode haver preocupações com igualdade salarial.

Mariane Guerra entende que “isso lhe dará uma vantagem inicial na análise e fornecerá uma base para avaliar onde você está, para onde olhar a seguir e para onde precisa ir como organização”.

Uma vez identificadas tais lacunas, o profissional da empresa responsável pela remuneração precisa obter informações sobre diferentes opções e abordagens. É vital saber o custo para fechar as lacunas e ser capaz de ver esses custos, considerando várias opções, como escopo do trabalho e local onde será desenvolvido. Quando se consegue ver todas as opções disponíveis, pode-se começar a apresentar orientações ou recomendações ao empregador.

Quando as ferramentas são fáceis de usar e entender e fornecem informações acionáveis, é muito mais fácil ficar por dentro das questões de equidade salarial. Com essas ferramentas em mãos, pode-se determinar o melhor ponto de partida e explorar opções antes de tomar qualquer decisão.

Equidade de gênero e raça

Também é desejável realizar comparações salariais por fatores além do sexo. “As desigualdades salariais podem mostrar preconceito com base na raça e etnia ou outras classes protegidas”, exemplifica a executiva. 

Entre 2014 e 2017, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou disparidades salariais entre gêneros de quase 10% dos trabalhadores na França. Isso significa que as mulheres recebiam pouco mais de 90% do salário de um homem. Esse número era equivalente a 11,5% na Espanha, 12% na Austrália, 14% na Holanda, 16% no Reino Unido e na Alemanha, 18% no Canadá e nos Estados Unidos, 24,5% no Japão e 35% na Coreia.

Esse não é um exercício único, na visão de Mariane. “Sua força de trabalho é dinâmica. Equidade salarial é algo que se revisa continuamente. É uma informação essencial para a estratégia geral de remuneração de qualquer empresa”, destaca.

Sobre a ADP (Nasdaq-ADP)
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Redação

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