O que uma startup em estágio inicial precisa saber sobre investimento no negócio

Especialista da 7Stars Ventures indica smart money como o principal aporte para as empresas que se encontram nas primeiras fases da operação

O que a Google, Amazon e Meta têm em comum? Além do fato de serem grandes empresas de tecnologia, também receberam investimentos em estágios iniciais de suas operações. No ecossistema de inovação, existem diversos tipos de aportes que podem ser realizados em diferentes etapas de maturação de uma startup e ter consciência sobre a importância de cada um deles é essencial para garantir a melhor escalabilidade da empresa e, consequentemente, o sucesso do negócio. 

Diante desse contexto, é importante que o empreendedor tenha em mente que o investimento em estágio inicial é passível de acontecer nas seguintes fases: em criação, pré-operacional e seed (início da operação). Como nessa etapa muitas marcas ainda estão nos processos de definição do melhor modelo de negócio e validação do produto com o público-alvo, o capital mais relevante acaba sendo o intelectual. 

Chamado de smart money no mercado, a iniciativa trata-se de contribuições dos investidores com networking e expertise necessária para o amadurecimento do projeto. “Em tradução livre, o conceito significa dinheiro inteligente porque se refere ao ato do investidor, além de oferecer um recurso financeiro, também contribuir com conhecimentos adquiridos ao longo de sua jornada, tais como estratégias de gestão ou administração financeira, por exemplo”, diz Daniel Abbud, sócio-fundador e CEO da 7Stars Ventures, holding de investimentos em startups de tecnologia em estágios iniciais. 

Ainda segundo Abbud, esse é um caminho que aumenta as chances da startup otimizar a performance em um menor período de tempo. “A mentoria é uma forma de evitar que os empreendedores de primeira viagem caiam em armadilhas do dia a dia da operação. Já para quem investe, a vantagem do smart money é garantir que o capital investido seja bem direcionado, amenizando os riscos”, revela o CEO. 

Uma das alternativas de investimento que seguem essa linha é o venture capital, que é aplicado em pequenas e médias empresas com altas expectativas de crescimento e rentabilidade, mas que ainda não estão consolidadas no mercado. O intuito desse aporte é prestar um suporte financeiro e intelectual por meio da compra de uma participação acionária, que normalmente é minoritária. 

“Do ponto de vista do investidor, o venture capital é voltado para um perfil mais arrojado porque ao investir em empresas em fase inicial torna-se um investimento de risco. Já para o empreendedor, a parceria pode ser enxergada como mais do que um financiamento, já que o investidor passa a ter direitos sobre uma parte do negócio, portanto, estará bem próximo da gestão”, pontua Abbud. 

Vale ressaltar que como a ideia do venture capital é que a startup tenha um rápido crescimento, quando esse objetivo é alcançado, os investidores se retiram do negócio resgatando suas cotas com os devidos lucros. Esse processo é chamado de exit. 

Sobre a 7Stars Ventures

Criada em 2020, a 7Stars Ventures é uma holding de investimentos formada por empreendedores e que fornece mais do que somente o capital necessário para tracionar as companhias, mas também o know how estratégico e de administração, execução operacional e networking, tudo para tornar estas startups, as melhores em seus segmentos e reconhecidas nacionalmente. Hoje, fazem parte do hub de inovação, startups como a Dryve, Take and Go, Alfred Delivery, Quero 2 Pay, Babadotop, Beblue, Krykto, Newduca, Selecta, Cloudmed, Biodoc e Laundry.

 

Redação

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